Exposições de pintura e fotografia no Centro de Interpretação da Cogula 

 

De 05 a 29 de Fevereiro de 2012

Vai estar patente no Centro de Interpretação da Cogula de 05 a 29 de Fevereiro duas exposições, uma de pintura “AD INSTAR À Semelhança de “ de Luiz Morgadinho e a outra de fotografia “ Um OUTRO OLHAR” de João Luís Ferreira. A inauguração está marcada para dia 5 de Fevereiro às 16h30m.

Luiz Morgadinho: Luz incendiada

                        é tempo de libertar as imagens e as palavras das minas do sonho a que descemos mineiros sonâmbulos da imaginação

(Tempo de Fantasmas, A. O’Neill, 1951)

Luiz Morgadinho pinta o que denuncia, o que quer combater. Pinta o que ele não é, esclarecendo suficientemente a verdadeira identidade do que quer combater. Recorro a uma imagem arrabalesca para o definir: “ tal como existem arquitectos edificadores de cidades, existem também arcanjos edificadores de bosques e outros lugares poéticos ”. Morgadinho é um desses arcanjos, um poeta da imagem que se aproxima subtilmente da crítica social e política, questionando a pertinência e a capacidade simbólica da vida tradicional, desfigurando profundamente os seus clichés e as suas convenções. É um criador que “imprime” na sua obra um diálogo com uma estética de descontinuidades e de rupturas recorrendo aos artífices das técnicas plásticas em que é mestre. O princípio supremo da sua intenção artística é o choque dos receptores, leitores da sua imagem plástica. Ele visa a subversão perante as formas instituídas, lutando contra a tradição e contra o conformismo da cultura burguesa. Com efeito, utiliza o Humor Negro - “disciplina” recorrente e tão querida entre os surrealistas - como a sua principal ferramenta e como revolta superior do espírito, ultrapassando a intencionalidade satírica e moralizadora. Um humor sinónimo de denúncia, revolta e libertação. Mas refiro-me também aqui a uma subversão particular: a do sistema artístico em que a arte é vista uma mercadoria.

Entendo que em Morgadinho, a pintura é uma missão social. Sem pretensão alguma uma justificação de encontros, de formas e de imagens, entendo que o seu homónimo na literatura é Mário Henrique Leiria. Embora distanciados em cerca de quarenta anos com uma imagética verbal muito actual (aliás ad eternum), as raízes pictóricas de Morgadinho parecem encontrar-se nas mesmas origens e convertem em novidade as imagens leirinianas, ou seja, um renovar órfico das tradições, devorando e renascendo em si mesmas, como constantes limitações ilimitadas do Homem.

                                                           Miguel de carvalho

 Cabo Mondego, 24 de Junho de 2011

 JOÃO LUÍS FERREIRA, “alguém que gosta de fotografia e que tenta captar o que os olhos vêem num momento, e num instante...Por vezes existem ideias que nos surgem, por exemplo enquanto estamos no local de trabalho. Saímos do trabalho e vamos arranjar as coisas que vimos na nossa imaginação. Depois vamos para o local imaginado, e quando conseguimos realmente realizar a ideia que tivemos, dá-nos um imenso prazer…Gosto dos momentos que consigo captar, e dos momentos que por vezes consigo criar...”

As exposições vão ter o seguinte horário de funcionamento: Quarta a Domingo das 9H00 às 17H30.

Data Início:
05-02-2012 9:00 
Data de Fim:
29-02-2012 17:30 
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