Guilheiro
Guilheiro foi vila e cabeça de concelho com uma só freguesia, tendo recebido foral de D. Sancha Vermuiz em 1251. Regia-se com juiz ordinário, um vereador, um procurador do concelho e escrivão da câmara, estando no criminal sujeita à vila de Sernancelhe. Como símbolo de uma autonomia perdida, conserva o pelourinho, do tipo gaiola e fuste monolítico, datado de 1559.
Guilheiro tinha uma comenda da Ordem de Malta que pertenceu a D. António Manuel, irmão do 2º Conde de Vila Flor. Foi cabeça de um viscondado que D. Pedro II deu a Pedro Jacques de Magalhães, o vencedor da batalha de Castelo Rodrigo.
A igreja Matriz, de fundação românica, foi parcialmente reconstruída no século XVII. Guarda seis pequenas esculturas representando os quatro evangelistas e os apóstolos S. Pedro e S. Paulo, cujas figuras estão consideradas como das melhores imagens arcaicas de granito da arte portuguesa.
Localização: Guilheiro fica no limite Noroeste do Concelho, quase em terras de Sernancelhe, na E.M. 582, a 20 km de Trancoso
Área: 14,61 km²
População: 242 habitantes
Anexas: Não tem
Património: Igreja Matriz, pelourinho, edifício da sede da Casa do Povo, capelas de S. Pedro, de Santo António e de Santa Bárbara, cruzeiros, alminhas e fontes romanas
Outros Locais: Castelo da Pena
Actividades Económicas: Agricultura, pecuária, carpintaria, construção civil e pequeno comércio
Artesanato: Tecelagem
Orago: São Pedro
Festividades: Santa Bárbara (2º Domingo de Agosto)
Colectividades: Liga dos amigos de Guilheiro e Centro de Cultura, Recreio e Desporto de Guilheiro